Há séculos que o debridamento de feridas infectadas com larvas de moscas de certas espécies é observado, tendo registros até de civilizações aborígenes da Austrália e da civilização Maia na América Central.
No século XVI (o mesmo em que o Brasil foi descoberto), um renomado médico-cirurgião francês observou em períodos de guerra que soldados que tinham suas feridas infestadas por larvas de mosca cicatrizam melhor do que os que não tinham infestações em suas feridas.
Já no século XIX, um general-médico do exército de Napoleão Bonaparte relatou que os soldados que tratava com feridas infestadas por larvas tinham menor chances de sofrerem uma infecção e chegavam à cura mais rápido que os outros.
A terapia larval foi introduzida na medicina moderna em 1931 nos Estados Unidos e chegou a ser usada em mais de 300 hospitais nas décadas de 1930 e 1940, quando diminui-se o uso pelo surgimento de antibióticos e técnicas modernas de debridação. No entanto, a terapia larval com larvas estéreis foi retomada nos Estados Unidos na década de 1990, sendo reconhecida como uma técnica poderosa no debridamento e cicatrização de feridas.

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